Fusão da Ressonância Nuclear Magnética e Cintilografia Mamária no Carcinoma de Mama Localmente Avançado

Fusão da Ressonância Nuclear Magnética e Cintilografia Mamária no Carcinoma de Mama Localmente Avançado

Autor: Antonio Bailão Junior.

Introdução: O câncer de mama localmente avançado (CMLA) é uma realidade de países em desenvolvimento. A quimioterapia neoadjuvante (QTN) permite uma avaliação in vivo da resposta a droga quimioterápica além de elevar as taxas de tratamento conservador. Não existe exame que possa predizer com fidelidade os achados clínicos pré QTN e sua relação aos achados anatomo-patológicos após a QTN, sendo a ressonância nuclear magnética (RNM) o exame de melhor correlação. Faz-se necessário métodos de imagem que aprimorem estes achados, sendo que a cintilografia (CTG) mamária e sua fusão com a RNM não foi avaliada no CMLA.

Objetivo: Avaliação da fusão de imagens RNM/CTG mamária e a em relação ao exame físico pré QTN, e o exame anatomopatológico pós QTN na mensuração do maior diâmetro tumoral em pacientes com CMLA, submetidas a QTN. Pacientes e

Métodos: Estudo prospectivo controlado, não randomizado, realizado no período de julho de 2008 a dezembro de 2011 no Hospital de Câncer de Barretos, em pacientes portadoras de CMLA, estádio clínico III, histologia ductal e lobular. As pacientes foram submetidas a QTN no esquema AC-T (doxorubicina+ ciclofosfamida, e paclitaxel) sendo 4 ciclos de AC e 4 ciclos de T com intervalo de 21 dias para cada ciclo. Todas as pacientes realizaram RNM, CTG, Fusão da RNM/CTG mama, no pré e pós-operatório. Realizou-se correlação com o exame clínico (EF) do pré-operatório e com o exame anatomo-patológico (AP) do pós-operatório. Avaliou-se o maior diâmetro tumoral, sendo utilizado o índice de correlação interclasse, para comparação entre os diferentes métodos de avaliação.

Resultados: Foram avaliados 31 pacientes, sendo que 64,5 % delas reuniam se no grupo IIIA, 32,3% IIIB, e 3,2% eram IIIC. A correlação entre os exames para maior dimensão tumoral foi avaliada pelo coeficiente de correlação intraclasses (r) sendo que no pré- tratamento foi adotado como padrão ouro o exame físico (EF), e no pós- QT o anatomopatológico (AP). Os valores destes coeficientes no pré QT neoadjuvante foram EF vs RNM r= 0,74, EF vs CTG r= 0,74, EF vs fusão RNM/CTG r= 0,69. Os valores destes coeficientes no pós- tratamento AP vs EF r= 0,60, AP vs RNM r= 0,58, AP vs CTG r = 0,68, AP vs Fusão RNM/CTG r= 0,51 com nível de significância de 5%. A fusão da RNM/CTG mama apesar de ter apresentado uma forte correlação (r= 0,69) com os achados do EF pré- quimioterapia neoadjuvante na mensuração do maior diâmetro tumoral, não demonstrou superioridade deste método de associação de imagens sobre os outros dois exames (RNM e CTGM isolados). No pósquimioterapia observou se uma correlação moderada (r= 0,51) para a fusão da RNM/CTG mama vs AP para o maior tamanho tumoral, sendo inferior aos outros três métodos avaliados neste momento do estudo (RNM r= 0,58; CTG mamaria r= 0,68, e EF r= 0,60).

Conclusão: A fusão da RNM/CTG mamaria não se mostrou mais eficiente que os outros métodos de avaliação não invasivos para aferir as medidas tumorais no CMLA tanto no pré quanto no pós QTN, por outro lado, a CTG mamária tanto no pré quanto no pós QT exibiu forte correlação, mostrando-se promissora neste tipo de avaliação.

Para visualizar e baixar a dissertação completa acesse:

BAILÃO JUNIOR, Antonio. Fusão da Ressonância Nuclear Magnética e Cintilografia Mamária no Carcinoma de Mama Localmente Avançado. Análise da Correlação entre os Exames em Pacientes Submetidos à Quimioterapia Neoadjuvante. 2012. 113 f. Dissertação (Mestrado em Pesquisa e Desenvolvimento – Biotecnologia Médica) – Pós-Graduação em Pesquisa e Desenvolvimento de Biotecnologia Médica, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Botucatu, 2012.

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Ressonância Magnética como Auxiliar da Prevenção e Diagnóstico do Acidente Vascular Cerebral – AVC

Ressonância Magnética como Auxiliar da Prevenção e Diagnóstico do Acidente Vascular Cerebral - AVC

Autores: Beatriz Dias de Oliveira; Gabriela Ingrid de Oliveira Anchieta; Kleber do Couto Ferreira.

O exame de Ressonância Magnética (RM) é um grande avanço na história do diagnóstico por imagem na medicina. Sua imagem é obtida através da interação de ondas de rádio e campos magnéticos com os núcleos de hidrogênio. Este método oferece melhor representação dos tecidos moles nos planos anatômicos (sagital, coronal e axial), indicado para avaliação de doenças cerebrovasculares, sendo essencial no diagnóstico do Acidente Vascular Cerebral (AVC) que pode ser isquêmico ou hemorrágico. O AVC é uma doença não transmissível crônica que mais mata no Brasil e a terceira causa de óbito no mundo. Esta doença é causada pela oclusão dos vasos sanguíneos impedindo a passagem de sangue e o fornecimento de oxigênio para o cérebro, causando necrose nos tecidos cerebrais. Com este déficit de sangue, ocorre o Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCi). Quando é caracterizado pelo extravasamento de sangue é chamado de Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico (AVCh). O exame de RM tem se mostrado a melhor opção para localização exata da lesão causada pelo AVC, por avaliar atividade funcional e alterações do cérebro.

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

OLIVEIRA. Beatriz Dias de; ANCHIETA, Gabriela Ingrid de Oliveira; FERREIRA, Kleber do Couto. Ressonância Magnética como Auxiliar da Prevenção e Diagnóstico do Acidente Vascular Cerebral – AVC. Saúde & Ambiente em Revista, Duque de Caxias, v. 7, n. 2, p. 16-22, jul./ dez. 2012.

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Importância da Ressonância Magnética no Diagnóstico e Controle da Esclerose Múltipla: Um Estudo com Pacientes da Associação Goiana de Esclerose Múltipla

Importância da Ressonância Magnética no Diagnóstico e Controle da Esclerose Múltipla - Um Estudo com Pacientes da Associação Goiana de Esclerose Mútipla

Autores: Cristiene Costa CarneiroDenise Sisterolli Diniz; Francysdony Flávio Almeida Cruz; Lee Chen Chen.

A esclerose múltipla é uma doença desmielinizante do sistema nervoso central (SNC) caracterizada por manifestar-se através de surtos que evoluem ao acaso e por causa de diagnóstico tardio. O caráter inespecífico dos sintomas é o principal responsável por dificultar o diagnóstico da doença.

Neste trabalho, foi avaliada a contribuição da ressonância magnética no diagnóstico e controle da esclerose múltipla, bem como os dados clínicos e socioeconômicos de pacientes da Associação Goiana de Esclerose Múltipla. No total, foram entrevistados 16 pacientes da associação.

Pelos resultados obtidos, observou-se predominância do sexo feminino e da etnia branca. A maioria dos associados têm idade acima de 40 anos. As condições sócio-econômicas dos pacientes entrevistados em geral são boas. Os sintomas de dormência, desequilíbrio/tonturas e fadiga predominaram como sintomas iniciais. Diante das primeiras manifestações clínicas, 37,5% dos pacientes procuraram um neurologista de imediato. Na primeira consulta, 62,5% dos pacientes não tiveram a devida suspeita clínica. Essa mesma porcentagem foi observada entre os pacientes que receberam tratamento não específico antes de iniciarem o tratamento para esclerose múltipla. Todos os pacientes entrevistados (100%) realizaram a ressonância magnética para complementar a suspeita clínica da doença. Quatro (4) pacientes (25%) afirmaram já ter modificado o tratamento por causa de uma ressonância.

As dificuldades financeiras de uma parcela relevante de pacientes (37,5%) prejudicam a realização desse exame de forma regular. A maioria dos pacientes entrevistados (43,75%) realiza a ressonância por controle a cada ano.

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

CARNEIRO, Cristiene Costa. et al. Importância da Ressonância Magnética no Diagnóstico e Controle da Esclerose Múltipla: Um Estudo com Pacientes da Associação Goiana de Esclerose Múltipla. Revista da Universidade Vale do Rio Verde,  Três Corações, v. 11, n. 2, p. 502-516, ago./ dez. 2013.

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O Papel da Ressonância Magnética em Doentes com Tumor Vesical

O Papel da Ressonância Magnética em Doentes com Tumor Vesical

Autores: João Magalhães Pina; Rita Nobre Lucas; João Lopes Dias; Luis Campos Pinheiro.

O carcinoma da bexiga é uma das neoplasias mais comuns do aparelho urinário, estando associado e elevada morbilidade e obrigando os doentes a um longo follow‐up recorrendo a métodos invasivos, como a cistoscopia.

O diagnóstico e estadiamento iniciais são dependentes da análise histopatológica de fragmentos recolhidos por biópsia ou resseção transuretral da lesão vesical. No entanto, a taxa de subestadiamento é elevada, tornando necessárias novas cirurgias de re‐estadiamento.

Com os avanços recentes nas técnicas de ressonância magnética, nomeadamente com a utilização da difusão, tornou‐se possível aumentar a taxa de detecção de lesões suspeitas bem como avaliar a sua extensão e infiltração nas várias camadas da parede vesical, melhorando a acuidade do estadiamento. É ainda possível detectar precocemente alterações sugestivas de recidiva ou mesmo progressão tumoral.

Com este trabalho, os autores pretendem fazer uma revisão da literatura existente sobre o papel da ressonância magnética em doentes com tumores vesicais, nomeadamente no seu diagnóstico, estadiamento e follow‐up, como complemento às técnicas atuais existentes.

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

PINA, João Magalhães. et al. O Papel da Ressonância Magnética em Doentes com Tumor Vesical. Acta Urológica Portuguesa, v. 32, n. 2, p. 57-63, maio/ set. 2015.

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Desempenho Diagnóstico da Técnica 3D-TSE de RM do Joelho Comparada com a Técnica 2D-TSE em 1,5 T na Detecção de Rupturas Meniscais e Ligamentares com Correlação Artroscópica Imediata

Desempenho Diagnóstico da Técnica 3D-TSE de RM do Joelho Comparada com a Técnica 2D-TSE em 1,5 T na Detecção de Rupturas Meniscais e Ligamentares com Correlação Artroscópica Imediata

Autores: Francisco Abaeté Chagas-Neto; Marcello Henrique Nogueira-Barbosa; Mário Müller Lorenzato; Rodrigo Salim; Maurício Kfuri-Junior; Michel Daoud Crema.

Objetivo: Comparar o desempenho diagnóstico da técnica tridimensional turbo spin-eco (3D TSE) de ressonância magnética (RM) do joelho na detecção de rupturas meniscais e ligamentares em comparação com o protocolo bidimensional turbo spin-eco (2D TSE).

Materiais e Métodos: A sequência 3D TSE foi adicionada ao protocolo de rotina 2D TSE em 38 pacientes que foram submetidos a cirurgia artroscópica do joelho em até três dias após a realização da RM. Usando os achados artroscópicos como referência padrão ouro, foram calculados o desempenho diagnóstico e a concordância entre os protocolos.

Resultados: A técnica 3D TSE e o protocolo 2D TSE apresentaram, respectivamente, sensibilidade (93%/93%) e especificidade (80%/ 85%) semelhantes na detecção de rupturas do ligamento cruzado anterior, sensibilidade (85%/83%) e especificidade (68%/71%) semelhantes na detecção de rupturas do menisco medial, assim como sensibilidade (58%/54%) e especificidade (82%/92%) semelhantes na detecção de rupturas do menisco lateral. A concordância intraobservador entre os dois métodos foi de substancial a quase perfeita em todos os parâmetros avaliados para ambos os leitores.

Conclusão: A técnica 3D- SE apresentou desempenho diagnóstico semelhante ao protocolo de rotina 2D TSE na detecção de rupturas meniscais e ligamentares em magneto de 1,5 T, com a vantagem de possibilitar uma redução significativa no tempo de aquisição.

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

NETO, Francisco Abaeté Chagas. et. al. Desempenho Diagnóstico da Técnica 3D-TSE de RM do Joelho Comparada com a Técnica 2D-TSE em 1,5 T na Detecção de Rupturas Meniscais e Ligamentares com Correlação Artroscópica Imediata. Radiologia Brasileira, São Paulo, v. 49, n. 2, p. 69-74, mar./ abr. 2016. (Texto em inglês).

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Ressonância Magnética do Tórax: Sugestão de Protocolo

Ressonância Magnética do Tórax - Sugestão de Protocolo

Autores: Bruno Hochhegger; Vinícius Valério Silveira de Souza; Edson Marchiori; Klaus Loureiro Irion; Arthur Soares Souza Jr.; Jorge Elias Junior; Rosana Souza Rodrigues; Miriam Menna Barreto; Dante Luiz Escuissato; Alexandre Dias Mançano; César Augusto Araujo Neto; Marcos Duarte Guimarães; Carlos Schuler Nin; Marcel Koenigkam Santos; Jorge Luiz Pereira e Silva.

Nos últimos anos, com o desenvolvimento de sequências ultrarrápidas, a ressonância magnética (RM) tem-se estabelecido como uma ferramenta de diagnóstico por imagem de grande valor. Em virtude dos aperfeiçoamentos na velocidade de aquisição e na qualidade das imagens, a RM é atualmente um método apropriado também para o estudo de doenças pulmonares. A principal vantagem da RM é sua combinação única que permite avaliação morfológica e funcional em um mesmo exame de imagem. Neste artigo iremos revisar aspectos técnicos e sugerir um protocolo para a realização de RM do tórax. Também serão descritas as três maiores indicações de RM do tórax: estadiamento para neoplasia pulmonar, avaliação de doença vascular do pulmão e investigação de doenças pulmonares em pacientes que não devem ser expostos à radiação ionizante.

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

HOCHHEGGER, Bruno. et. al. Ressonância Magnética do Tórax: Sugestão de Protocolo. Radiologia Brasileira, São Paulo, v. 48, n. 6, p. 373-380, nov./ dez. 2015.

In English: Chest Magnetic Resonance Imaging: A Protocol Suggestion.

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Neuropatia Compressiva do Primeiro Ramo do Nervo Plantar Lateral: Estudo por Ressonância Magnética

Neuropatia Compressiva do Primeiro Ramo do Nervo Plantar Lateral - Estudo por Ressonância Magnética

Autores: Rogéria Nobre Rodrigues; Alexia Abuhid Lopes; Jardélio Mendes Torres; Marina Franco Mundim; Lênio Lúcio Gavio Silva; Breno Rabelo de Carvalho e Silva.

Objetivo: Avaliar a prevalência de achados isolados que causam compressão do primeiro ramo do nervo plantar lateral em pacientes com queixa de dor crônica no calcanhar, cujos exames de ressonância magnética mostraram atrofia gordurosa seletiva completa do músculo abdutor do quinto dedo.

Materiais e Métodos: Estudo retrospectivo, analítico e transversal. Selecionamos exames de ressonância magnética do retropé de 90 pacientes que apresentavam atrofia muscular grau IV do abdutor do quinto dedo utilizando a classificação de Goutallier e Bernageau. Foram excluídos do estudo pacientes com níveis menores de degeneração muscular (abaixo do grau IV).

Resultados: Houve predomínio do sexo feminino de 78,8% e alto índice de concordância da atrofia gordurosa do músculo abdutor do quinto dedo com fasciite plantar e varizes no tornozelo, respectivamente, encontrados em 21,2% e 16,8% dos pacientes.

Conclusão: Atrofia gordurosa do músculo abdutor do quinto dedo está fortemente associada a alterações neuropáticas do primeiro ramo do plantar lateral. Nosso estudo mostrou associação significativa entre a fasciite plantar e varizes do tornozelo com atrofia grau IV do abdutor do quinto dedo.

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

RODRIGUES, Rogéria Nobre. et. al. Neuropatia Compressiva do Primeiro Ramo do Nervo Plantar Lateral: Estudo por Ressonância Magnética. Radiologia Brasileira, São Paulo, v. 48, n. 6, p. 368-372, nov./ dez. 2015.

In English: Compressive Neuropathy of the First Branch of the Lateral Plantar Nerve: A Study by Magnetic Resonance Imaging.

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Tractografia e Neuronavegação

Tractografia e Neuronavegação

Autores: Giselle Coelho; Filipe Kunzler; Lucas Lessa; Ricardo Rogério; Sidnei Epelman; Nelci Zanon.

Diffusion tensor imaging (DTI) é um método não invasivo promissório de ressonância magnética (RM) para estudo da organização anatômica dos principais tratos de substância branca de forma não invasiva. Um tópico que tem recebido atenção é a aplicação de DTI e tractografia na investigação de pacientes com tumores intracranianos. Isto tem sido utilizado em conjunto com sistemas de neuronavegação durante a cirurgia, permitindo identificação precisa do tumor, e consequentemente, ressecção segura. A tractografia pode ser utilizada em combinação com a neuronavegação para guiar a ressecção de lesões cerebrais. Apesar desta tecnologia e mais especificamente na população pediátrica, ainda estar em desenvolvimento, o potencial é muito promissor. Muitos estudos serão necessários para estabelecer a correlação desta tecnologia e a suposta diminuição na ocorrência de brainshift quando comparada a neuronavegação convencional. O principal objetivo deste estudo é apresentar a experiência dos autores e avaliar os possíveis benefícios da neuronavegação associada à tractografia, durante cirurgias intracranianas, em crianças.

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

COELHO, Giselle. et. al. Tractografia e Neuronavegação. Revista Brasileira de Neurologia e Psiquiatria, Salvador, v. 12, n. 2, p. 177-187, maio/ ago. 2014.

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Imagem de Ressonância Magnética de 1,0T no Estudo da Hidrocefalia Experimental em Ratos. Avaliação do Método de Medição do Tamanho Ventricular

Imagem de Ressonância Magnética de 1,0T no Estudo da Hidrocefalia Experimental em RatosAutores: Samuel Caputo de Castro; Hélio Rubens Machado; Carlos Henrique Rocha Catalão; Betina Aisengart de Siqueira; Ana Leda Bertoncini Simões; João-José Lachat; Luiza da Silva Lopes.

Objetivo: Investigar a fidelidade das Imagens de Ressonância Magnética de 1,0T no estudo do tamanho ventricular na hidrocefalia experimental em ratos jovens.

Métodos: Ratos Wistar foram submetidos à hidrocefalia através da injeção intracisternal de caulim 20%. Dez animais permaneceram sem injeção para uso como controles. Ao final do experimento, os animais foram submetidos à Ressonância magnética de encéfalo e sacrificados. O tamanho ventricular foi avaliado por três medidas: razão ventricular (VR), espessura cortical (Cx) e área ventricular (VA), tomadas em fotografias das secções anatômicas e nas imagens de ressonância magnética (RM).

Resultados: As imagens por RM apresentaram qualidade suficiente para individualizar os ventriculos laterais, mas a distinção entre córtex e substância branca, bem como detalhamento das estruturas profundas do encéfalo não foram possíveis. Quando comparadas as medidas em seções anatômicas e RM, não houve diferença estatística entre as médias de razão ventricular e espessura cortical (p=0,9946 e p=0,5992, respectivamente). Houve diferença da área ventricular comparando-se as secções anatômicas e ressonância magnética (p<0,0001).

Conclusão: Os parâmetros obtidos através de imagens da ressonância magnética de 1,0T foram suficientes para individualizar as cavidades ventriculares e o córtex cerebral, e para calcular o tamanho ventricular em ratos hidrocefálicos quando comparados aos seus respectivos cortes anatômicos.

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

CASTRO, Samuel Caputo de. et. al. Imagem de Ressonância Magnética de 1,0T no Estudo da Hidrocefalia Experimental em Ratos. Avaliação do Método de Medição do Tamanho Ventricular. Acta Cirúrgica Brasileira, São Paulo, v. 27, n. 11, p. 768-772, nov. 2012. (Texto em inglês).

 

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Ressonância Magnética e o Escore BMB na Avaliação do Acometimento Ósseo em Pacientes com Doença de Gaucher

Ressonância Magnética e o Escore BMB na Avaliação do Acometimento Ósseo em Pacientes com Doença de Gaucher

Autores: Ricardo Andrade Fernandes de Mello; Melissa Bozzi Nonato Mello; Laís Bastos Pessanha.

Objetivo: Avaliar, por meio de ressonância magnética, alterações da medular óssea de pacientes em tratamento para doença de Gaucher tipo I. Materiais e Métodos: Estudo descritivo e transversal de pacientes com doença de Gaucher tipo I, com realização de ressonância magnética de 3 T da coluna lombar e fêmures, analisada por meio do escore semiquantitativo denominado bone marrow burden (BMB), sem conhecimento das informações clínicas. Resultados: Dos sete pacientes avaliados (três homens e quatro mulheres), todos apresentaram sinais de infiltração da medula óssea. Osteonecrose da cabeça femoral foi encontrada em três pacientes, deformidade em frasco de Erlenmeyer em cinco e nenhum paciente apresentou colapso de corpo vertebral. A pontuação média do escore BMB total foi 11, variando de 9 a 14. Conclusão: A ressonância magnética é, atualmente, o método de escolha em adultos para avaliar o envolvimento ósseo na doença de Gaucher, em virtude da sua elevada sensibilidade na detecção de alterações tanto focais quanto difusas da medula óssea, sendo o escore BMB um método simplificado de análise semiquantitativa, sem depender de sequências avançadas ou de hardware sofisticado, permitindo classificar a extensão do acometimento da doença e ajudando no monitoramento do tratamento.

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

MELLO, Ricardo Andrade Fernandes de; MELLO, Melissa Bozzi Nonato; PESSANHA, Laís Bastos. Ressonância Magnética e o Escore BMB na Avaliação do Acometimento Ósseo em Pacientes com Doença de Gaucher. Radiologia Brasileira, São Paulo, v. 48, n. 4, p. 216-249, jul./ ago, 2015.
(Tamanho: 310 KB)

In English: Magnetic Resonance Imaging and BMB Score in the Evaluation of Bone Involvement in Gaucher’s Disease Patients.

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Luxação Acromioclavicular: Avaliação Pós-Operatória dos Ligamentos Coracoclaviculares por Ressonância Magnética

Luxação Acromioclavicular - Avaliação Pós-Operatória dos Ligamentos Coracoclaviculares por Ressonância Magnética

Autores: Rafael Salomon Silva Faria; Fabiano Rebouças Ribeiro; Bruno de Oliveira Amin; Antonio Carlos Tenor Junior; Miguel Pereira da Costa; Cantídio Salvador Filardi Filho; Cleber Gonçalves Batista; Rômulo Brasil Filho.

Objetivo: Avaliar radiologicamente a cicatrização dos ligamentos coracoclaviculares após o tratamento cirúrgico para luxação acromioclavicular. Métodos: Foram convocados 10 pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico para luxação acromioclavicular pela via posterossuperior, com tempo de pós-operatório mínimo de um ano, para avaliação radiológica por ressonância magnética. Essa avaliação foi feita por meio de analogia com a escala descrita na literatura para estudo da cicatrização do ligamento cruzado anterior do joelho e pela aferição das medidas dos ligamentos coracoclaviculares cicatrizados. Resultados: Houve formação de estrutura cicatricial aparentemente fibrosa em 100% dos casos. Em 50% dos casos, a imagem dessa estrutura era de bom aspecto à ressonância nuclear magnética e 50% deficiente. Conclusão: A avaliação por ressonância nuclear magnética dos pacientes em pós-operatório tardio de cirurgia para tratamento da luxação acromioclavicular aguda, pela via posterossuperior do ombro, mostrou a cicatrização dos ligamentos coracoclaviculares em 100% dos casos, sendo 50% deficiente.

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

FARIA, Rafael Salomon Silva. et. al. Luxação Acromioclavicular: Avaliação Pós-Operatória dos Ligamentos Coracoclaviculares por Ressonância Magnética. Revista Brasileira de Ortopedia, São Paulo, v. 50, n. 2, p. 195-199, mar./ abr. 2015.
(Tamanho: 966 KB)

In English: Acromioclavicular Dislocation: Postoperative Evaluation of the Coracoclavicular Ligaments Using Magnetic Resonance.

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Estudo por Ressonância Magnética da Relação Anatômica entre a Região Proximal Posterior da Tíbia e a Artéria Poplítea

Estudo por Ressonância Magnética da Relação Anatômica entre a Região Proximal Posterior da Tíbia e a Artéria Poplítea

Autores: Rogério Franco de Araujo Goes; Augusto Cardoso Filho; Gabriel Novaes Pillar de Oliveira Castro; Fabricio Bolpato Loures; Idemar Monteiro Da Palma; André Kinder; Pedro José Labronici.

Objetivo: Analisar e descrever, com o joelho em extensão, a distância da artéria poplítea em três áreas específicas da região proximal da tíbia, por meio de ressonância magnética. Métodos: Foram analisadas as imagens de 100 joelhos de pacientes submetidos a exame por ressonância magnética. A localização da artéria poplítea foi medida em três áreas distintas da região proximal posterior da tíbia. A primeira medida foi feita no nível da articulação do joelho (platô tibial). A segunda, a 9 mm distal do platô tibial. A terceira, ao nível da tuberosidade anterior da tíbia (TAT). Resultados: As distâncias entre a artéria poplítea e o platô tibial e a região da TAT foram significativamente maiores no sexo masculino do que no feminino. As distâncias entre a artéria poplítea e a região 9 mm distal do platô tibial e a TAT foram significativamente maiores na faixa acima de 36 anos do que na faixa ≤ 36 anos. Conclusão: O conhecimento da posição anatômica da artéria poplítea, demonstrada por estudos de RM, é de grande relevância no planejamento de procedimentos cirúrgicos que envolvam a articulação do joelho. Com isso, podem-se evitar lesões iatrogênicas devastadoras, principalmente em regiões proximais ao platô tibial e em pacientes jovens.

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

GOES, Rogério Franco de Araujo. et. al. Estudo por Ressonância Magnética da Relação Anatômica entre a Região Proximal Posterior da Tíbia e a Artéria Poplítea. Revista Brasileira de Ortopedia, São Paulo, v. 50, n. 4, p. 422-429, jul./ ago. 2015.
(Tamanho: 1,38 MB)

In English: Magnetic Resonance Study on the Anatomical Relationship Between the Posterior Proximal Region of the Tibia and the Popliteal Artery.

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Ressonância Magnética de Corpo Inteiro: Uma Técnica Eficaz e Pouco Utilizada

Ressonância Magnética de Corpo Inteiro - Uma Técnica Eficaz e Pouco Utilizada

Autor: Bruno Hochhegger.

As vantagens da ressonância magnética de corpo inteiro (RMCI) residem particularmente na ausência de radiação ionizante, com especial importância em imagem pediátrica, em razão do aumento da sensibilidade das crianças à radiação ionizante. Outra importante vantagem baseia-se na elevada acurácia da RMCI em estudar a medula óssea, órgãos sólidos, e na resolução superior de contraste nos tecidos moles, quando comparada a outras técnicas. Há interesse particular no seu papel no campo da oncologia pediátrica (por exemplo: linfoma, neuroblastoma, sarcoma e células de Langerhans). As principais desvantagens da RMCI são os seus tempos de exame relativamente longos e artefatos de movimento (que requerem a cooperação do paciente ou anestesia geral). No entanto, os avanços nas técnicas de computação e de imagem, incluindo sequências adicionais (saturação de gordura, imagem ponderada em difusão e uso de realce por gadolínio) estão reduzindo o impacto de alguns destes desafios.

Para visualizar e baixar o editorial completo acesse:

HOCHHEGGER, Bruno. Ressonância Magnética de Corpo Inteiro: Uma Técnica Eficaz e Pouco Utilizada. Radiologia Brasileira, São Paulo, v. 48, n. 3, p. 9-10. maio/ jun. 2015.
(Tamanho: 65,3 KB)

In English: Whole-Body Magnetic Resonance Imaging: An Effective and Underutilized Technique.

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Imagem por Ressonância Magnética e Psiquiatria: Passado, Presente e Futuro

Imagem por Ressonância Magnética e Psiquiatria - Passado, Presente e Futuro

Autor: Michael John Brammer.

O primeiro exame de imagem por ressonância magnética (IRM) do corpo humano foi realizado há 35 anos e a ressonância magnética funcional (IMRf) apareceu como ferramenta experimental de imageamento há 20 anos. Quando meus colegas e eu começamos a usar essas duas técnicas, em 1994, no Instituto de Psiquiatria, em Londres, parecia que a IRM estava no limite, mudando radicalmente nossa visão da doença mental, ao nos permitir definir como distúrbios psiquiátricos o que chamamos, com frequência, de “correlatos neurais”. Apenas 10 anos depois, alguns de meus colegas, em um livro intitulado Neuroimagem em Psiquiatria, foram capazes de descrever centenas de artigos publicados que utilizaram a IRM para investigar uma grande variedade de transtornos psiquiátricos. Entretanto, só 6 anos mais tarde, Bullmore et al. alertaram que a Psiquiatria não podia se dar ao luxo de ser “neurofóbica”, e que as abordagens neurocientíficas, como aquelas que usavam a IRM, desempenhavam um papel valioso no desenvolvimento dessa área da medicina. Em torno de 2009, milhares de artigos já tinham aparecido em revistas psiquiátricas de alto impacto, como British Journal of Psychiatry, American Journal of Psychiatry, Archives of General Psychiatry, Molecular Psychiatry e Biological Psychiatry, assim como na Nature e na Science. Mas, claramente, muitos profissionais da comunidade psiquiátrica ainda precisavam se convencer de que a IRM se provava (ou provaria) ser uma ferramenta útil de relevância clínica.

Para visualizar e baixar o editorial completo acesse:

BRAMMER, Michael John. Imagem por Ressonância Magnética e Psiquiatria: Passado, Presente e Futuro. Einstein, São Paulo, v. 10, n. 2, p. 13-14, abr./ jun. 2012.
(Tamanho: 136 KB)

In English: Magnetic Resonance Imaging and Psychiatry: Past, Present and Future.

 

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RMf de Linguagem na Doença de Parkinson: Levodopa versus Não Levodopa

RMf de Linguagem na Doença de Parkinson - Levodopa versus Não Levodopa

Autores: Paula Ricci Arantes; Heloise Helena Gobato; Bárbara Bordegatto Davoglio; Maria Ângela Maramaldo Barreiros; André Carvalho Felício; Orlando Graziani Povoas Barsottini; Luiz Augusto Franco de Andrade; Edson Amaro Junior.

Objetivo: Identificar o efeito da levodopa nas áreas de linguagem em pacientes com doença de Parkinson. Métodos: Foram avaliados 50 pacientes com doença de Parkinson leve a moderada e pareados, por gênero e idade, a 47 voluntários saudáveis. Foram selecionados dois grupos homogêneos de 18 pacientes que usavam e 7 que não usavam levodopa. O exame de ressonância magnética funcional, com tarefa de fluência verbal por geração de palavras de maiores e menores demandas cognitivas, foi realizado em equipamento de 3T. Os dados foram analisados pelo programa XBAM para os mapas de grupo e as comparações ANOVA. Resultados: Os pacientes sem utilização de levodopa tiveram maior ativação nas áreas frontais mediais e esquerdas e áreas parieto-occipitais que com levodopa. A ativação estriatal nos pacientes em uso de levodopa foi similar à detectada no grupo de voluntários saudáveis.  Conclusão: Pacientes com doença de Parkinson, sem utilização de levodopa durante o esforço da fluência verbal, tiveram ativação mais difusa e intensa, principalmente no hemisfério esquerdo, em áreas frontais e parieto-occipitais. A atividade cerebral estriatal na fluência verbal de pacientes em uso de levodopa foi semelhante a dos voluntários saudáveis. Essas evidências iniciais sugerem um papel inibidor da levodopa na ativação compensatória de áreas parieto-occipitais.

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

ARANTES, Paula Ricci; et. al. RMf de Linguagem na Doença de Parkinson: Levodopa versus Não Levodopa. Einstein, São Paulo, v. 10, n. 2, p. 171-179, abr./ jun. 2012
(Tamanho: 631 KB)

In English: Levodopa versus Non-Levodopa Brain Language fMRI in Parkinson’s Disease.

 

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Segmentação Computadorizada de Tumores do Encéfalo em Imagens de Ressonância Magnética

Segmentação Computadorizada de Tumores do Encéfalo em Imagens de Ressonância Magnética

Autores: Maryana de Carvalho Alegro; Edson Amaro Junior; Rosei de Deus Lopes.

Objetivo: Propor um sistema para segmentação automática de tumores do encéfalo. Métodos: O sistema emprega parâmetros de textura como sua principal fonte de informação para a segmentação. Resultados: Os acertos chegaram a 94% na correspondência entre a segmentação obtida e o padrão-ouro. Conclusão: Os resultados obtidos mostram que o sistema é capaz de localizar e delimitar as áreas de tumor sem necessidade de interação com o operador.

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

ALEGRO, Maryana de Carvalho; AMARO JUNIOR, Edson; LOPES, Rosei de Deus. Segmentação Computadorizada de Tumores do Encéfalo em Imagens de Ressonância Magnética. Einstein, São Paulo, v. 10, n. 2, p. 158-163, abr./ jun. 2012.
(Tamanho: 446 KB)

In English: Computerized Brain Tumor Segmentation in Magnetic Resonance Imaging.

 

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Imagem Ponderada em Suscetibilidade Magnética: Diferenciando Calcificação de Hemossiderina

Imagem Ponderada em Suscetibilidade Magnética - Diferenciando Calcificação de Hemossiderina

Autores: Jeam Haroldo Oliveira Barbosa; Antonio Carlos Santos; Carlos Ernesto Garrido Salmon.

Objetivo: Expor em detalhes o processamento da imagem ponderada em suscetibilidade magnética (susceptibility weighted imaging – SWI), destacando o efeito da escolha do tempo de eco e da máscara sensível à diferenciação de calcificação e hemossiderina simultaneamente. Materiais e Métodos: Imagens de tomografia computadorizada e por ressonância magnética (magnitude e fase) foram selecionadas, retrospectivamente, de seis pacientes (idades entre 41 e 54 anos; quatro homens). O processamento das imagens SWI foi realizado em rotina própria no programa Matlab. Resultados: Dos seis pacientes estudados, quatro apresentaram calcificações nas imagens de tomografia computadorizada. Nestes, as imagens SWI mostraram sinal hiperintenso para as regiões de calcificações. Os outros dois pacientes não apresentaram calcificações nas imagens de tomografia computadorizada e apresentaram depósito de hemossiderina com sinal hipointenso na imagem SWI. Conclusão: A escolha do tempo de eco e da máscara pode alterar toda a informação da imagem SWI e comprometer a confiabilidade diagnóstica. Dentre as possíveis máscaras, destacamos que a máscara sigmoide permite contrastar calcificação e hemossiderina em uma única imagem SWI.

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

BARBOSA, Jeam Haroldo Oliveira; SANTOS, Antonio Carlos; SALMON, Carlos Ernesto Garrido. Imagem Ponderada em Suscetibilidade Magnética: Diferenciando Calcificação de Hemossiderina. Radiologia Brasileira, São Paulo, v. 48, n. 2, p. 93-100, mar./ abr. 2015.
(Tamanho: 811 KB)

In English: Susceptibility Weighted Imaging: Differentiating Between Calcification and Hemosiderin.

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Ressonância Magnética de Corpo Inteiro em Pediatria: Estado da Arte

Ressonância Magnética de Corpo Inteiro em Pediatria - Estado da Arte

Autores: Sara Reis Teixeira; Jorge Elias Junior; Marcello Henrique Nogueira-Barbosa; Marcos Duarte Guimarães; Edson Marchiori; Marcel Koenigkam Santos.

A avaliação de corpo inteiro em crianças era classicamente realizada com radiografias simples, cintilografia e tomografia por emissão de pósitrons combinada ou não à tomografia computadorizada, estes com a desvantagem de exposição à radiação ionizante. A ressonância magnética de corpo inteiro (RMCI), associada ao desenvolvimento de técnicas metabólicas e funcionais como difusão, trouxe a vantagem de uma avaliação global do paciente pediátrico sem os riscos da radiação ionizante habitualmente presente nos métodos radiológicos convencionais. A RMCI é um método rápido e sensível, com aplicação especial na área de pediatria na detecção e no monitoramento de lesões multifocais no corpo como um todo. Em pediatria, esta técnica é utilizada tanto em oncologia – no diagnóstico e rastreamento de tumores em pacientes portadores de síndromes genéticas, na avaliação da extensão de doenças e estadiamento oncológico, na avaliação da resposta terapêutica e no seguimento pós-terapêutico – como em lesões não neoplásicas – osteomielite multifocal, malformações vasculares e síndromes que comprometam múltiplas regiões do corpo. Esta revisão tem como objetivo mostrar as principais indicações do exame na população pediátrica e técnica de realização.

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

TEIXEIRA, Sara Reis; et. al. Ressonância Magnética de Corpo Inteiro em Pediatria: Estado da Arte. Radiologia Brasileira, São Paulo, v. 48, n. 2, p. 111-120, mar./ abr. 2015.
(Tamanho: 619 KB)

In English: Whole-Body Magnetic Resonance Imaging in Children: State of the Art.

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II Diretriz de Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia e do Colégio Brasileiro de Radiologia

II Diretriz de Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia e do Colégio Brasileiro de RadiologiaAutores: Leonardo Sara da Silva; Gilberto Szarf; Adriano Tachibana; Afonso Akio Shiozaki; Alexandre Volney Villa; Amarino Carvalho de Oliveira JúniorAndrei Skromov de Albuquerque; Carlos Eduardo Rochitte; César Higa Nomura; Clerio Francisco de Azevedo Filho; Dany JasinowodolinskiEduardo Marinho Tassi; Fabio de Morais Medeiros; Fernando Uliana Kay, Flávia Pegado Junqueira; Guilherme S. A. Azevedo; Guilherme Urpia MonteIbraim Masciarelli Francisco PintoIlan Gottlieb; Joalbo Matos Andrade; João A. C. Lima; José Rodrigues Parga FilhoJuliana Fernandes KelendjianJuliano Lara Fernandes; Leonardo Iquizl; Luis C. L. Correia; Luiz Augusto Nardelli Pinto QuagliaLuiz Flavio Galvão GonçalvesLuiz Francisco Rodrigues de Ávila; Marcello Zapparoli; Marcelo Souza HadlichMarcelo Souto NacifMárcia de Melo Barbosa; Márcio Hiroshi Minami, Marcio Sommer Bittencourt; Maria Helena Albernaz Siqueira; Marly Conceição Silva, Marly Maria Uellendahl LopesMateus Diniz Marques; Mônica La Rocca Vieira; Otávio Rizzi Coellho Filho; Paulo Roberto SchvartzmanRaul Dias dos Santos Filho; Ricardo Caldeira Cury; Ricardo Loureiro; Roberto Caldeira CuryRoberto Sasdelli Neto; Robson Macedo; Rodrigo Julio CerciRui Alberto de Faria Filho; Sávio Cardoso; Thiago Naves; Tiago Augusto MagalhãesTiago Senra Garcia dos Santos; Ursula Maria Moreira Costa Burgos; Valéria de Melo Moreira; Walther Yoshiharu Ishikawa.

A Ressonância Magnética (RM) e a Tomografia Computadorizada (TC) são métodos diagnósticos que têm, ao longo dos últimos anos, adquirido importância crescente na avaliação das diversas cardiopatias.

A RM é um excelente método diagnóstico, por não utilizar radiação ionizante e nem meio de contraste com maior potencial de nefrotoxicidade. Ela permite a avaliação da anatomia cardíaca e vascular, da função ventricular e da perfusão miocárdica, além de caracterização tecidual de forma acurada, reprodutível e em um único exame (one-stop shop). Sua versatilidade e acurácia diagnóstica a tornam um método altamente atraente para a avaliação de uma enorme gama de cardiopatias adquiridas ou congênitas, além das doenças da aorta, vasos pulmonares e outros leitos vasculares. A técnica do realce tardio, que possibilita a detecção do infarto e fibrose, é, hoje, uma ferramenta indispensável na avaliação
da viabilidade miocárdica (sendo considerada o padrão-ouro nessa avaliação), assim como para a avaliação diagnóstica e
prognóstica das cardiomiopatias não isquêmicas.

A TC cardíaca oferece duas principais modalidades de exame, que empregam técnicas diferentes e fornecem informações distintas. A primeira é a quantificação da calcificação coronária pelo Escore de Cálcio (EC). Vários trabalhos com grande número de pacientes demonstraram que o EC tem forte correlação com risco de eventos cardiovasculares futuros, de maneira independente dos fatores de risco tradicionais e da presença de isquemia miocárdica. Assim, o EC é, atualmente, uma importante ferramenta para estratificação de risco cardiovascular, por meio da detecção de aterosclerose subclínica.

A segunda modalidade é a Angiotomografia Computadorizada (angio-TC) das artérias coronárias, que permite a avaliação da luz das artérias coronárias de maneira não invasiva. Os equipamentos com 64 colunas de detectores, hoje amplamente difundidos, são capazes de adquirir essas imagens com grande sucesso, permitindo a visualização detalhada da luz das artérias coronárias com alta acurácia diagnóstica, quando comparada ao cateterismo cardíaco (é o padrão-ouro), porém, de maneira não invasiva, rápida e segura. Vários estudos recentes mostram que a angio-TC de coronárias fornece importantes informações prognósticas em pacientes sintomáticos com suspeita de doença coronária crônica, assim como em pacientes com dor torácica aguda nas unidades de emergência. Aplicações ainda em estudo, porém bastante promissoras, são a avaliação da perfusão e fibrose miocárdica por tomografia, determinação da Reserva de Fluxo Fracionada de Maneira Não Invasiva (RFF-TC) e análise da composição das placas ateroscleróticas.

Desde a publicação das Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) sobre Indicações da Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada, em 2006, houve um grande progresso, tanto tecnológico quanto no que se refere a evidências científicas, nessas metodologias. Assim, essa atualização das Diretrizes de RM e TC Cardiovascular, realizada em conjunto pela SBC e pelo Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), tem por objetivo apresentar a visão sobre o uso atual dessas duas modalidades diagnósticas, suas indicações já estabelecidas e aquelas ainda em estudo e/ou controversas. A intenção deste documento é a de apresentar os pontos fortes e as limitações desses métodos na prática clínica, de forma a ajudar o cardiologista a ter um melhor entendimento de cada método, para melhor decisão clínica e benefício do paciente.

Para visualizar e baixar a diretriz completa acesse:

SILVA, Leonardo Sara da; et. al. II Diretriz de Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia e do Colégio Brasileiro de Radiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, Rio de Janeiro, v. 103, n. 6, supl. 3, p. 1-86, dez. 2014.
(Tamanho: 2,77 MB)

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Ressonância Magnética Multiparamétrica da Próstata: Conceitos Atuais

Ressonância Magnética Multiparamétrica da Próstata - Conceitos Atuais

Autores: Leonardo Kayat Bittencourt; Daniel Hausmann; Natalia Sabaneeff; Emerson Leandro Gasparetto; Jelle O. Barentsz.

O estudo por ressonância magnética multiparamétrica, ou funcional, vem evoluindo para se tornar o pilar fundamental no manejo diagnóstico de pacientes com câncer de próstata. Geralmente, o exame consiste em imagens pesadas em T2, difusão, realce dinâmico pelo contraste (permeabilidade), e cada vez menos frequentemente espectroscopia de prótons. Tais técnicas funcionais relacionam-se com propriedades biológicas do tumor, de modo que a difusão se relaciona com a celularidade e os escores de Gleason, a permeabilidade se relaciona com a angiogênese, e a espectroscopia de prótons se relaciona com o metabolismo da membrana celular. O uso destas técnicas em combinação aumenta a confiança diagnóstica e permite uma melhor caracterização do câncer de próstata. Este artigo tem o objetivo de revisar e ilustrar os aspectos técnicos e as aplicações clínicas de cada componente do estudo de ressonância magnética multiparamétrica da próstata, mediante uma abordagem prática.

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

BITTENCOURT, Leonardo Kayat; et. al. Ressonância Magnética Multiparamétrica da Próstata: Conceitos Atuais. Radiologia Brasileira, São Paulo, v. 47, n. 5, p. 292-300, set./ out. 2014.
(Tamanho: 562 KB)

In English: Multiparametric Magnetic Resonance Imaging of the Prostate: Current Concepts.

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