Papel da ressonância magnética no planejamento terapêutico das pacientes com câncer de mama: comparação com exames convencionais

Autoria:  Luciana Karla Lira França; Almir Galvão Vieira Bitencourt; Hugo Lamartine Souza Paiva; Caroline Baptista Silva; Nara Pacheco Pereira; Jociana Paludo; Luciana Graziano; Camila Souza Guatelli; Juliana Alves de Souza; Elvira Ferreira Marques
Fonte: Radiologia Brasileira
Tipo: Artigo
Ano: 2017
Idiomas: Português/ Inglês


Resumo em Português

Objetivo: Avaliar o papel da ressonância magnética (RM) no planejamento terapêutico de pacientes com câncer de mama.

Materiais e Métodos: Foram avaliadas 160 mulheres com diagnóstico de câncer de mama submetidas a RM para estadiamento préoperatório. O tamanho do tumor principal avaliado pela RM e pelos exames convencionais (mamografia e ultrassonografia) foi comparado com o exame anatomopatológico (padrão ouro), utilizando o coeficiente de correlação de Pearson (r). Foi avaliada, ainda, a presença de lesões adicionais não identificadas nos exames prévios e sua influência no planejamento terapêutico.

Resultados: A idade média das pacientes foi 52,2 anos (variação: 30-81 anos) e o tipo histológico mais comum foi o carcinoma ductal invasivo (60,6%). A medida do tumor na RM teve melhor correlação com o tamanho no exame anatomopatológico, quando comparado com a mamografia (r: 0,872 × 0,710) e com a ultrassonografia (r: 0,836 × 0,704). A RM identificou lesões adicionais em 53 pacientes (33,1%), sendo 20 malignas (12,5%), e modificou o planejamento terapêutico em 23 pacientes (14,4%).

Conclusão: A RM das mamas demonstrou ser mais acurada que os exames convencionais na avaliação das dimensões do tumor principal e foi capaz de identificar lesões adicionais não identificadas pelos outros métodos, que alteraram o planejamento terapêutico em um percentual importante dos casos.


Abstract in English

Objective: To assess the role of magnetic resonance imaging (MRI) in the planning of breast cancer treatment strategies.

Materials and Methods: The study included 160 women diagnosed with breast cancer, who underwent breast MRI for preoperative staging. Using Pearson’s correlation coefficient (r), we compared the size of the primary tumor, as determined by MRI, by conventional imaging (mammography and ultrasound), and in the pathological examination (gold standard). The identification of lesions not identified in previous examinations was also evaluated, as was its influence on treatment planning.

Results: The mean age of the patients was 52.2 years (range, 30-81 years), and the most common histological type was invasive ductal carcinoma (in 60.6% of the patients). In terms of the tumor size determined, MRI correlated better with the pathological examination than did mammography (r = 0.872 vs. 0.710) or ultrasound (r = 0.836 vs. 0.704). MRI identified additional lesions in 53 patients (33.1%), including malignant lesions in 20 (12.5%), which led to change in the therapeutic planning in 23 patients (14.4%).

Conclusion: Breast MRI proved to be more accurate than conventional imaging in determining the dimensions of the main tumor and was able to identify lesions not identified by other methods evaluated, which altered the therapeutic planning in a significant proportion of cases.


Artigo completo em Português: Papel da ressonância magnética no planejamento terapêutico das pacientes com câncer de mama: comparação com exames convencionais

Full article in English: Role of magnetic resonance imaging in the planning of breast cancer treatment strategies: comparison with conventional imaging techniques

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